terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Carta de renúncia de Paulo Octávio é lida na Câmara do Distrito Federal

Sem apoio político, governador interino resolveu deixar o cargo.
Mais cedo, ele já havia pedido desfiliação do DEM
Rafael Targino
Do G1, em Brasília

A Câmara Legislativa do Distrito Federal leu por volta das 17h30 desta terça-feira (23) a carta de renúncia do governador interino, Paulo Octávio, ao cargo de vice-governador. Ele tomou a decisão por não conseguir apoio político dos deputados distritais para governar.

Mais cedo, Paulo Octávio encaminhou ao DEM sua desfiliação do partido –o que o deixa sem partido para concorrer nas próximas eleições.

"Diante dos desdobramentos recentes do processo político local, cheguei a uma conclusão definitiva. Assim, por intermédio deste documento, comunico ao Presidente da Câmara Legislativa minha renúncia ao cargo de Vice-Governador do Distrito Federal", disse Paulo Octávio em sua carta de renúncia.

Paulo Octávio lembra na carta a situação do governador afastado, José Roberto Arruda. “Assumi o governo do Distrito Federal, de maneira interina, em condições excepcionalmente difíceis. O titular está privado de sua liberdade, por decisão judicial. No entanto, continua a ser o governador da cidade. Pode, portanto, em tese, retornar às suas funções a qualquer momento. Não há sentido em aprofundar uma gestão nessas circunstâncias”, diz na carta, para justificar sua saída do cargo.

A publicação do pedido de renúncia será feita no Diário da Câmara no dia seguinte. Com isso, o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), passará à condição de governador em exercício. Ele fica no cargo enquanto durar o afastamento do governador José Roberto Arruda, que está preso, ou em caso de intervenção federal no Distrito Federal. Não há uma solenidade para a posse.

Aliado de primeira hora de Arruda, Wilson Lima (foto)  já foi vendedor de picolés, frentista, mecânico, lanterneiro, pintor, balconista e cobrador de ônibus. Também foi sócio de uma rede de supermercados. Está no terceiro mandato.

Na semana passada, Paulo Octávio já tinha "ensaiado" um pedido de renúncia. Ele chegou a convocar a imprensa para anunciar sua decisão, mas voltou atrás, apesar de dizer que já tinha sua carta de renúncia pronta.



Um comentário:

  1. Até quando essa novela continuará? Está na hora de por um fim nisso; nem que seja com uma intervenção federal.

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