
Aécio aumentou o tom das críticas ao governo Lula e assegurou que não será um "fator de divisão" no ninho tucano. Ele reiterou a tese de que poderá ajudar mais na disputa presidencial concentrando sua atuação no Estado e não como candidato a vice numa chapa puro-sangue. Disse que estará ao lado de Serra, mas reafirmou que sua prioridade é a eleição do vice, Antônio Anastasia (PSDB), e a continuidade do atual governo.
Para Aécio, o governador paulista tem todas as condições de empunhar bandeiras identificadas com os tucanos, como a gestão qualificada e "uma política externa menos vocacionada a tendências ideológicas, mas mais pragmática em defesa dos interesses reais do País".
O mineiro voltou a criticar a estratégia do presidente Lula de tentar fazer da eleição presidencial uma disputa plebiscitária, comparando a gestão atual com os dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aécio sugere que o PSDB faça uma campanha com os olhos "para o futuro", reconhecendo conquistas do governo Lula, mas ressaltando que o "Brasil não foi descoberto no ano 2003" e os avanços foram iniciados ainda no governo Itamar Franco, com a criação do Plano Real.
"Apresentei essa proposta ao nosso partido, existe um outro nome, dentro do PSDB, de extrema qualidade, que é o do governador de São Paulo, José Serra. No momento que o partido se direciona para a candidatura de Serra, não serei o fator de divisão", reforçou.
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