quarta-feira, 8 de junho de 2011

Estudo da Polícia Federal não considera oxi como nova droga

JC Online

A Polícia Federal (PF) não considera o oxi como sendo nova droga, mas como uma diferente forma de apresentação da cocaína. A constatação foi feita por meio de um estudo comparativo que utilizou amostras do oxi apreendido no Acre e de cocaína pela PF. Por causa disso, não serão adotados outros padrões de controle de fiscalização.
No estudo, foram analisadas 20 amostras de oxi da Polícia Civil do Acre e 23 amostras de cocaína da Polícia Federal do mesmo estado. "A análise de perfil químico das amostras de 'oxi' apreendidas no estado do Acre indicam que não existe uma 'nova droga' no mercado ilícito", afirma a nota enviada pela PF.

Segundo a pesquisa, o oxi é constituído de sal, crack, pasta base e cocaína base. Acrescidos a essa composição, estão o querosene e a cal. A composição majoritária, no entanto, da cocaína é a mesma do oxi, o que não caracterizaria uma nova droga.

A análise de perfil químico das amostras foi feita no Serviço de Laboratório do Instituto Nacional de Criminalística da PF, em Brasília, com a colaboração com equipe do programa de Perfil Químico das Drogas da PF.

As 23 amostras da PF, todas contendo cocaína na forma de base livre, exibiram teores de cocaína na faixa de 50-85% (média de 73%), sendo compostas predominantemente de cocaína “não oxidada”, isto é, na forma de pasta base de coca. 

As demais amostras foram refinadas (“moderadamente oxidadas” ou “altamente oxidadas”) e se encontravam na forma de cocaína base. Para as 20 amostras de “oxi”, vindas das apreensões da Polícia Civil do Acr, foram observados teores de cocaína na faixa de 29-85% (média de 65%). Dentre elas, 04 amostras apresentavam menores teores de cocaína (29-47%) e quantidades significativas de carbonatos, sendo típicos exemplos da cocaína na forma crack.

Outras seis amostras se apresentavam na forma de cocaína sal cloridrato (57-85% de cocaína nestas amostras), que não são normalmente utilizadas na forma fumada e que, portanto, não foram consideradas como possíveis amostras de “oxi”.

Um comentário:

  1. Se eles não consideram o Óxi como nova droga, como eles explicam o fato de essa nova droga ser mais letal que o própri Crack, e a mesma causar dependencia logo na primira vez de uso?

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