O PPS estuda uma fusão com o PMN e correligionários dessas siglas gostariam de ter Serra ou numa disputa nacional ou até mesmo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, num confronto com o atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB) e servindo de plataforma para a eventual candidatura presidencial do governador Eduardo Campos. Mesmo essa hipótese é rechaçada por pessoas próximas a Serra, que apostam que ele lutará “até as últimas consequências” para garantir um espaço de destaque no PSDB, ou seja, a presidência da legenda.
Serra: ''Candidatura de Eduardo é boa para o Brasil''

Serra, que tem evitado discutir em público o cenário político nacional e concorreu duas vezes ao Planalto por seu partido, deu a declaração ao confirmar que se reuniu com Campos na última sexta-feira, em sua casa, na capital paulista. A assessoria de Eduardo Campos disse que se tratou de 'uma conversa sobre o Brasil'. A versão do ex-governador de São Paulo vai na mesma linha. 'Foi uma conversa cordial sobre o Brasil, a política e a economia', disse Serra.
O tucano negou que, durante o encontro, Campos tenha falado sobre sua candidatura presidencial ou discutido alianças eleitorais. Serra disse que, 'apesar do distanciamento político', foi muito amigo do avô de Eduardo Campos, o governador Miguel Arraes (1916-2005), e que recebeu abrigo da família em Paris na ditadura militar, quando os dois estavam exilados.
A aproximação de Serra e Campos ocorre num momento em que a cúpula do PSDB trabalha para viabilizar a candidatura do senador mineiro Aécio Neves. Seus aliados veem como maior obstáculo ao projeto a falta de unidade na sigla em torno do senador.
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