O ministro FBC, acusado de privilegiar o Estado de Pernambuco com verbas do seu ministério, recebeu a pronta solidariedade dos governadores dos Estados que supostamente não teria socorrido em períodos de grandes catástrofes: Antonio Anastasia (MG), Sérgio Cabral (RJ) e Raimundo Colombo (SC). Sem falar também no governador Eduardo Campos, que saiu em sua defesa desde a primeira hora, obrigando-se a esclarecer fatos que o próprio governo não quis ou não teve interesse de fazê-lo.
É como se a própria presidente Dilma tivesse ficado em dúvida sobre a conduta ética do seu ministro, motivo pelo qual não falou nenhuma vez com o governador de Pernambuco. Este, por sua vez, também não a procurou. Esperou que o próprio governo saísse em defesa de Fernando Bezerra. Se tivesse batido às portas do Palácio do Planalto para segurar FBC no cargo, Eduardo Campos teria transformado uma “questão administrativa” num “problema político”. E isso não era do seu interesse.
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