
Por quê? Para um aliado com trânsito no Planalto, a razão é muito simples: ensandecidos com o tratamento grosseiro da presidente e das suas interlocutoras com o Congresso – as ministras Gleisi Hoffman (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) – deputados e senadores governistas apostam no fim do sapato alto.
Ao cair, Dilma, embora lidere com folga a corrida presidencial, passa a ser encarada como algo que pode ser vulnerável, sem a blindagem que protegeu Lula ao longo dos seus dois mandatos.
A presidente perde gordura num momento muito difícil para o seu governo, em que as relações com o Congresso se deterioraram, o dólar sobe, a inflação ameaça voltar, o risco Brasil aumenta e o País não cresce, conforme aponta o pibinho.
Em todas as adversidades, o Governo mostra-se incompetente. Bastam dois exemplos: as trapalhadas na boataria do fim do programa Bolsa Família, um erro da própria CEF, e o impasse com índios no Mato Grosso do Sul, que já resultou na queda da presidente da Funai e no desgaste do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que parece mais perdido do que cego em tiroteio.
A queda na pesquisa, aliás, é reflexo disso tudo. Dilma tem um viés autoritário, é muito arrogante e pavio curto. Se continuar caindo seus aliados vão festejar muito mais, porque sabem que descerá do pedestal temendo que seu castelo seja de areia, que num sopro despenca.
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