Tem sido esta no Brasil, nos últimos 30 anos, a regra para a criação de novos partidos: as dissidências. O PSDB nasceu em São Paulo de uma dissidência do PMDB então comandada por Franco Montoro, Mário Covas, Serra e Fernando Henrique Cardoso. Eles não aceitaram ser liderados por Orestes Quércia e fundaram outro partido. Leonel Brizola, por sua vez, não aceitou ficar no PTB sob o comando da ex-deputada Ivete Vargas, sobrinha de Getúlio, e partiu para a criação do PDT.
Mais adiante, esquerdistas ortodoxos que militavam no PT dissentiram da linha do partido e criaram dois partidos para dar consequência à sua militância: PSTU e PSOL. Pouco depois, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, divergiu do DEM e fundou o PSD, sendo que o DEM foi o sucedâneo do PFL, que por sua vez surgiu de uma dissidência do PSD, que hoje não existe mais. A mãe de quase todos eles foi o velho MDB, que virou PMDB e hoje é controlado por Sarney (ex-PSD).
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