quarta-feira, 12 de maio de 2010

Palanque único foi invenção da ditadura


Coluna da Folha de Pernambuco

Diz o senador Jarbas Vasconcelos que em toda cidade de Pernambuco existem dois lados. O lado do prefeito e o lado da oposição. Ele se lançou na disputa pelo governo estadual esperando contar com um dos dois: ou o lado do governo ou o lado da oposição. Se conseguirá ou não são outros quinhentos porque em mais de 50% dos municípios pernambucanos o governador Eduardo Campos tem os dois lados. Não foi uma engenharia criada por ele e sim pela ditadura militar nas eleições de 82.

Disputaram o governo naquele ano o então vice-governador Roberto Magalhães e o senador Marcos Freire. Magalhães era o candidato do governo e Freire o da oposição. Freire era o franco favorito, porém uma manobra da ditadura prorrogou os mandatos dos prefeitos por mais dois anos para coincidir com a eleição de governador e impôs o “voto vinculado”. Por esse artifício, o eleitor teria que votar no governador, senador, deputado, prefeito e vereador do mesmo partido ou o voto seria nulo.

Como o PMDB não tinha presença em mais de uma centena de cidades do interior, Roberto Magalhães reinou sozinho. Os dois grupos brigavam localmente pela prefeitura, já que a eleição municipal foi casada com a estadual, mas pra governador votavam no mesmo candidato: Roberto Magalhães. E nem por isso o mundo se acabou. Jarbas provou desse mesmo prato na reeleição de 2002 (teve dois palanques em dezenas de cidades), assim como Eduardo Campos também provará em 2010



Um comentário:

  1. E isso facilitará a vida de Eduardo; porém se Jarbas conseguir tirar alguns palanques dele deixará Eduardo em estado de Alerta.

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